Mapa Site

Biblioteca

Na Mídia Voltar

Fundo da JMalucelli Investimentos é reconhecido como destaque no jornal Valor Econômico

Os sinais de retomada do crescimento já se traduziram em ganhos expressivos para os fundos "small caps", que investem em empresas de menor valor de mercado, em geral de setores ligados à economia local. No ano até setembro, essas carteiras renderam mais de 40%, quase o dobro do registrado pelo principal índice do mercado, o Ibovespa, com ganho de 23,4%, aponta a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

No grupo de empresas que integram o índice small caps da B3, por exemplo, destaque para as ações de varejistas como Hering, Arezzo, Via Varejo e B2W, que chegam a acumular valorizações a partir de 100%, entre outras companhias que ganham com o reaquecimento da economia, como Tegma, uma das principais empresas de transporte de veículos novos, e Randon, que fabrica autopeças, implementos rodoviários e veículos.

Apesar da alta expressiva dessas ações, os gestores de fundos small caps ainda veem espaço para ganhos adicionais, já que a tendência de recuperação da economia só está no começo. Mesmo no caso das varejistas - principal aposta desses fundos e cujos papéis vêm sofrendo nos últimos dias com a perspectiva de aumento da concorrência com a expansão dos negócios da Amazon no Brasil -, ainda não se vislumbra mudança de tendência.

Assim como em momentos de recessão - caso dos anos de 2015 e 2016 - empresas menores tendem a sofrer mais, não só pela concentração de receitas no mercado local como pelo espaço reduzido para reequilibrar custos e margens, afirma o professor de finanças Michael Viriato, do Insper, na recuperação econômica são elas as que têm mais a ganhar. "Empresas grandes têm seus produtos relacionados ao mercado internacional. Elas acabam não sofrendo tanto por causa da nossa economia. Já as menores, estão muito ligadas ao cenário interno. Quando há uma retomada elas captam. Então, em um cenário mais positivo, os investidores acabam apostando mais nelas", afirma Viriato.

Outro componente da economia que pode beneficiar o desempenho das small caps, segundo Carlos Eduardo Eichhorn, diretor da Mapfre Investimentos - gestora de um dos fundos small caps mais rentáveis, segundo levantamento do Valor Data -, é a queda na taxa de juros. Ele afirma que essas empresas geralmente têm um custo de captação mais alto, então, quando os juros caem, a dívida delas diminui consideravelmente.

"Os investidores cobram um prêmio para emprestar recursos para elas. Isso faz com que a estrutura de capital delas seja mais sensível à taxa de juros. Quando tem um movimento de queda, os analistas reprecificam essas empresas e as que têm desconto maior de juros se beneficiam mais", diz.

Na visão do executivo, as perspectivas para as small caps seguem positivas. Em momento de retomada, como o que está acontecendo agora, essas companhias "têm mais espaço para crescer do que uma empresa mais consolidada", reitera.

Um dos setores com maior potencial de ganhos, na avaliação de Eichhorn, é o varejo. Ele diz que, mesmo que as empresas do ramo ainda não tenham mostrado um crescimento muito forte, há um "voto de confiança dos investidores", que acreditam que elas tendem a apresentar resultados cada vez melhores.

Na Rio Verde Investimentos, as apostas do gestor Eduardo Cavalheiro estão concentradas nas varejistas e produtoras de bens de consumo. "A população, após esse período longo de crise, deve passar a consumir mais. Em torno de 40% de nossa carteira está relacionada a essa tese", diz.

Sobre a entrada da Amazon no mercado brasileiro de varejo eletrônico, Cavalheiro diz que ainda é cedo para avaliar as consequências. Para ele, no entanto, é indiscutível que haverá um impacto, mas ele será diferente do que aconteceria se o país ainda estivesse em seus piores momentos da recessão.

"Não acredito que vá roubar mercado dos atuais participantes, principalmente dos grandes, porque, como o mercado está crescendo, a Amazon vai pegar parte disso. Uma coisa é pegar um mercado em crise e entrar um concorrente. Em uma expansão, quando vem um novo, ele se acomoda", diz.

Na JMalucelli Investimentos, a seleção dos papéis leva em conta principalmente a análise dos fundamentos das companhias, muito mais do ciclo econômico. Leonardo Boguszewski, diretor-presidente, conta que existem empresas que estão na carteira do fundo - que vai fazer dez anos em 2018 - desde o início, por apresentarem bons resultados mesmo em períodos de recessão.

"Para nós, o retorno do mercado é consequência do tempo, e não do timing. Temos horizonte longo de análise. Poderia fechar o mercado e abrir lá na frente, que estaríamos tranquilos", diz.

Assim como na JMalucelli, a Caixa também olha com mais atenção para as companhias, a fim de escolher aquelas com mais chances de sobrevivência no longo prazo, além de entregar bons resultados. A estratégia, segundo Sérgio Bini, superintendente nacional de gestão de ativos de terceiros, tem sido privilegiar empresas sólidas que estejam baratas na bolsa, mas com chance de recuperação no médio prazo. Hoje, as apostas da carteira estão nos setores de consumo e indústria.

Empresas que se aproveitam da recuperação da economia doméstica também estão no radar do Safra. A aposta de Guilherme Rebouças, chefe da área de renda variável do Safra Asset, é nos setores de consumo, também com foco no varejo, e no de bens de capital, principalmente nas empresas de autopeças. Ele é um dos que concorda que ainda há espaço para as small caps continuarem com um bom desempenho.

"Mesmo que tenha o fator eleição, que já estamos olhando, nós vemos sinais consistentes de recuperação no crédito e nas empresas, que estão melhorando suas vendas", afirma Rebouças.

O desempenho dos fundos small caps bem acima do Ibovespa neste ano contraria o movimento visto no ano passado. Enquanto o principal índice da bolsa registrou ganho de 34,6%, essas carteiras renderam 24,3%.

O professor de finanças William Eid, da Fundação Getúlio Vargas, afirma que parte da explicação vem do desempenho de empresas que têm forte participação no Ibovespa, como é o caso da Petrobras. Ele destaca que neste ano, em que a estatal não vem apresentando uma performance muito boa, ela acaba "puxando" o índice para baixo.

"Em setembro do ano passado a Petrobras era negociada em torno de R$ 16. Hoje continua valendo isso. Quem ficou de fora da Petrobras, não aproveitou só o crescimento absurdo do Ibovespa neste ano, como aproveitou sem o peso que ela trazia", explica. Ao longo do ano passado, quando o Ibovespa bateu os small caps, a estatal teve uma valorização de quase 100%.

Já o professor Michael Viriato, do Insper, lembra que os cenários político e econômico no ano passado eram incertos, sem uma expectativa clara de fim da recessão, o que, consequentemente, levantava dúvidas sobre o desempenho das empresas ligadas à economia doméstica.

Apesar do cenário positivo para a bolsa, dos R$ 220 bilhões captados pela indústria de fundos no ano até setembro, as carteiras de ações em geral receberam R$ 4,6 bilhões, sendo R$ 434 milhões as entradas em fundos small caps.

 

Acesse a matéria no link abaixo:

http://www.valor.com.br/financas/5159526/fundos-small-caps-batem-o-ibovespa-ao-longo-do-ano

Fundos de investimento não contam com garantia do administrador, do gestor, de qualquer mecanismo de seguro ou fundo garantidor de crédito - FGC. Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. Leia o prospecto e o regulamento antes de investir.
JMalucelli Investimentos – Grupo JMalucelli
Rua Visconde do Rio Branco, 1488 – 4º andar – Centro – Curitiba/PR – CEP: 80420-210
Tel: (41) 3351-9603 – Ouvidoria 0800 645 6094
E-mail: atendimento@jmi.com.br
Desenvolvido por Bruc Internet